quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O Banco Mundial e as Politicas Educacionais
O Banco Mundial e as Políticas Educacionais

Na década de 80 vamos encontrar o Brasil em severa crise econômica. O país está mergulhado na dívida externa e submisso aos planos intervencionistas impostos pelos credores externos.
O Banco Mundial, inicialmente planejado para dar suporte financeiro à economia dos países assolados pela Segunda Guerra Mundial, passa a desempenhar uma função global de auxílio econômico realizando empréstimos destinados a projetos de investimentos que eram de infra-estrutura, passam a setores como agricultura e desenvolvimento e por fim culminam na área social.
Estes empréstimos, que asseguravam a estabilidade econômica, eram condicionados a uma “assessoria técnica” e exigência de implementação de medidas estruturais.
Fazem parte das medidas para a estabilização da economia: o liberalismo econômico, o corte dos gastos sociais, a privatização, o incentivo à entrada de capital estrangeiro.
As Políticas Educacionais promovidas pelo Banco Mundial são feitas de modo a atender às necessidades de um sistema econômico neoliberal. Senão vejamos:
· As propostas são realizadas por economistas, desconsiderando a participação de pesquisadores dos países em que tais medidas serão efetivas;
· Há ênfase no nível básico, voltado principalmente para formação de mão de obra;
· A proposta baseia-se principalmente na garantia de acesso, equidade e qualidade, entretanto, não valorizam os agentes do processo como os professores, corpo discente e administrativo e não busca a melhoria no currículo;
· As melhorias conseguidas em determinada região são tomadas como parâmetro para outras regiões desconsiderando-se as diversas realidades.

Essa dependência mostra-se danosa para o desenvolvimento do país. Embora possamos dizer que esses empréstimos constituíram-se de fato em desenvolvimento econômico ainda assim continuamos o ciclo histórico de dependência.
O grande desafio constitui-se em promover um desenvolvimento autônomo sem a dependência de capital estrangeiro e sem perder a identidade nacional.



terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

EPT e Políticas Públicas

Olá ! Estou iniciando a edição do Blog