segunda-feira, 30 de março de 2009

Transformações Técnico- Científicas e Educação

As Revoluções que ocorreram no campo técnico-científico provocaram mudanças nas formas de produção e de organização do trabalho, uma vez que é ela – a tecnologia- a própria matéria prima do processo produtivo. Deste modo, o avanço das tecnologias de informação produz uma nova forma de divisão social e de exclusão além de possibilitar a globalização.
O resultado destas mudanças tecnológicas são a flexibilização no trabalho e no consumo e que configuram uma nova ordem econômica e política mundial – o Neoliberalismo de mercado - que se caracteriza pelo paradigma da liberdade econômica, da eficiência e da qualidade; na qualificação - desqualificação do trabalhador. É nesse contexto que se requer que a educação esteja articulada: eficiência pela redução de custos e no aumento da produtividade, na qualidade pela inovação, competência e criatividade

O homem que copiava

André (Lázaro Ramos) tem 20 anos, mora com sua mãe e trabalha numa papelaria como operador de fotocopiadora. Um dia apaixona-se por Silvia (Leandra Leal), sua vizinha.
A vida de André é inteiramente fragmentada e mecânica: ele tem o segundo grau incompleto; busca pedaços de informação nos trechos que lhe chegam às mãos nas fotocópias; observa a amada – e a vida- pelas frestas da janela; trabalha mecanicamente e descreve a vida desta forma, por exemplo, quando fala da mãe – “... arrasta o chinelo, chilep, chilep, vai até o armário, abre a porta, pega o copo, fecha o armário, vai até a geladeira, abre a geladeira...”. Em busca de encontrar pedaços que completem o mosaico que é sua vida faz insanidades, mas no final acaba impune.
O filme mostra a alienação do trabalho e a perversidade do sistema capitalista, pela necessidade do consumo e pelo desejo de ascender socialmente a qualquer preço.