terça-feira, 31 de março de 2009

Políticas Educacionais

O deslocamento de prioridades sobre a aplicação de verbas públicas em que a educação básica prevalece sobre a educação superior trouxe em períodos distintos da história da Educação no Brasil diversos paradigmas como: a centralização/ descentralização do ensino, quantidade / qualidade, ensino publico ou privado. O que pode se concluir pela observação dos fatos é que esses paradigmas estão relacionados às novas políticas econômicas como: Estado mínimo, Privatização do Ensino, qualificação do trabalhador.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Transformações Técnico- Científicas e Educação

As Revoluções que ocorreram no campo técnico-científico provocaram mudanças nas formas de produção e de organização do trabalho, uma vez que é ela – a tecnologia- a própria matéria prima do processo produtivo. Deste modo, o avanço das tecnologias de informação produz uma nova forma de divisão social e de exclusão além de possibilitar a globalização.
O resultado destas mudanças tecnológicas são a flexibilização no trabalho e no consumo e que configuram uma nova ordem econômica e política mundial – o Neoliberalismo de mercado - que se caracteriza pelo paradigma da liberdade econômica, da eficiência e da qualidade; na qualificação - desqualificação do trabalhador. É nesse contexto que se requer que a educação esteja articulada: eficiência pela redução de custos e no aumento da produtividade, na qualidade pela inovação, competência e criatividade

O homem que copiava

André (Lázaro Ramos) tem 20 anos, mora com sua mãe e trabalha numa papelaria como operador de fotocopiadora. Um dia apaixona-se por Silvia (Leandra Leal), sua vizinha.
A vida de André é inteiramente fragmentada e mecânica: ele tem o segundo grau incompleto; busca pedaços de informação nos trechos que lhe chegam às mãos nas fotocópias; observa a amada – e a vida- pelas frestas da janela; trabalha mecanicamente e descreve a vida desta forma, por exemplo, quando fala da mãe – “... arrasta o chinelo, chilep, chilep, vai até o armário, abre a porta, pega o copo, fecha o armário, vai até a geladeira, abre a geladeira...”. Em busca de encontrar pedaços que completem o mosaico que é sua vida faz insanidades, mas no final acaba impune.
O filme mostra a alienação do trabalho e a perversidade do sistema capitalista, pela necessidade do consumo e pelo desejo de ascender socialmente a qualquer preço.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Articulação Ensino Técnico ao Ensino Médio

A articulação entre o Ensino Técnico e o Ensino Médio só será possível mediante reformas no currículo em que o Ensino Médio perca o seu caráter dualista e que o ensino fundamental esteja de fato voltado para uma formação integral do educando - com preparação cultural, técnica e científica, motivação para a continuidade dos estudos e possibilidade de ascensão social. A integração do Ensino Técnico ao Médio depende ainda de professores dispostos a promover a interdisciplinaridade e capaz de promover a interação saber - saber fazer - saber ser.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Breve Retrospectiva da Educação Profissional

Desde o surgimento da Educação Profissional no Brasil em 1906 buscam-se alternativas para a formação de trabalhadores.
Inicialmente temos a clara divisão entre a formação acadêmica para a elite e a formação profissional para a classe trabalhadora.
Na década de 40 surgem as primeiras tentativas de se viabilizar o ensino superior aos que concluíam a educação profissional, contanto que provassem seus conhecimentos gerais.
Somente com a Lei 4.024/61 é que se procura uma articulação entre o ensino técnico e o ensino regular – a plena equivalência – para a continuidade dos estudos. Contudo a lei não supera a dualidade, educação para a elite e educação para a classe trabalhadora.
Novas reformas são feitas, em consonâncias com as exigências do mundo capitalista. A Lei 5.692/71 estabelece a educação profissional como única modalidade de ensino, como forma de conter a demanda por ensino superior - havia poucas vagas no ensino superior e um excedente de alunos. Entretanto, com a Lei 7.044/82, temos novamente reformas na educação com a volta das duas modalidades, sendo mantida a equivalência.
Finalmente em 1996 é promulgada a Lei 9.394/96 que buscava integrar educação geral e educação profissional. Contudo a reforma do Ensino Profissional pelo Decreto 2.208/97 desarticula essas modalidades uma vez que a formação profissional de nível básico e médio não exigia escolaridade anterior.
Este decreto é por fim revogado pelo Decreto 5.154/2004 que permite a integração entre o ensino técnico e ensino médio.

domingo, 22 de março de 2009

As mudanças no mundo do trabalho acarretadas pelas inovações tecnológicas e na organização do trabalho trouxeram o novo paradigma da qualificação e desqualificação do trabalhador. Desta maneira, a escola surge como condição para o acesso ao emprego e da mobilidade social.
Entretanto a reforma da educação profissional ocorrida em 1997 mostra-se ineficaz uma vez que reforça a dualidade entre o ensino propedêutico e o técnico; insatisfação nos alunos e professores pela baixa qualidade dos cursos e/ ou volume de disciplinas o que provocou evasão. Por fim o Decreto 2.208/97 é revogado.
Com a publicação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico o currículo passa a centrar-se nas competências profissionais: o saber aprender - a autonomia no aprender, o que transfere ao indivíduo a responsabilidade pelo seu aprendizado ou não e ainda sua empregabilidade, o saber fazer – a sua adaptação às constantes exigências do mercado, e o saber ser – suas relações sociais e autodisciplina. O empregador possui a força de trabalho, mas sujeita às necessidades do mercado.
Nesta perspectiva, o trabalho está em íntima relação com os meios sociais de produção e, por isso, subordinado a adaptação dos modelos econômicos estabelecidos pelos detentores do capital. Entretanto, contraditoriamente, os trabalhadores podem dispor desses saberes para uma formação ampla,integrada e crítica.

sexta-feira, 20 de março de 2009

As condições do Ensino Médio Noturno

A universalização do ensino fundamental - fruto das reformas educacionais dos anos 90 - com a consequente demanda pelo ensino médio, sem a ampliação correspondente em recursos a serem aplicados nesta modalidade, trouxeram como consequência um ensino realizado em condições precárias principalmente em se considerando o ensino médio noturno.
Temos então no ensino médio noturno:
· Atividades didáticas restritas às salas de aulas;
· Estratégias de “facilitação”, ou seja, redução do tempo de aula, conteúdos aligeirados;
· Docentes com condições mínimas de trabalho

É lamentável que o aluno do ensino noturno - já marginalizado por questões como evasão, repetência e sucessivas interrupções nos ciclos de estudos e em que a organização do trabalho está intimamente relacionada com a organização escolar – encontre uma escola despreparada para as especificidades deste ensino.