Desde o surgimento da Educação Profissional no Brasil em 1906 buscam-se alternativas para a formação de trabalhadores.
Inicialmente temos a clara divisão entre a formação acadêmica para a elite e a formação profissional para a classe trabalhadora.
Na década de 40 surgem as primeiras tentativas de se viabilizar o ensino superior aos que concluíam a educação profissional, contanto que provassem seus conhecimentos gerais.
Somente com a Lei 4.024/61 é que se procura uma articulação entre o ensino técnico e o ensino regular – a plena equivalência – para a continuidade dos estudos. Contudo a lei não supera a dualidade, educação para a elite e educação para a classe trabalhadora.
Novas reformas são feitas, em consonâncias com as exigências do mundo capitalista. A Lei 5.692/71 estabelece a educação profissional como única modalidade de ensino, como forma de conter a demanda por ensino superior - havia poucas vagas no ensino superior e um excedente de alunos. Entretanto, com a Lei 7.044/82, temos novamente reformas na educação com a volta das duas modalidades, sendo mantida a equivalência.
Finalmente em 1996 é promulgada a Lei 9.394/96 que buscava integrar educação geral e educação profissional. Contudo a reforma do Ensino Profissional pelo Decreto 2.208/97 desarticula essas modalidades uma vez que a formação profissional de nível básico e médio não exigia escolaridade anterior.
Este decreto é por fim revogado pelo Decreto 5.154/2004 que permite a integração entre o ensino técnico e ensino médio.