André (Lázaro Ramos) tem 20 anos, mora com sua mãe e trabalha numa papelaria como operador de fotocopiadora. Um dia apaixona-se por Silvia (Leandra Leal), sua vizinha.
A vida de André é inteiramente fragmentada e mecânica: ele tem o segundo grau incompleto; busca pedaços de informação nos trechos que lhe chegam às mãos nas fotocópias; observa a amada – e a vida- pelas frestas da janela; trabalha mecanicamente e descreve a vida desta forma, por exemplo, quando fala da mãe – “... arrasta o chinelo, chilep, chilep, vai até o armário, abre a porta, pega o copo, fecha o armário, vai até a geladeira, abre a geladeira...”. Em busca de encontrar pedaços que completem o mosaico que é sua vida faz insanidades, mas no final acaba impune.
O filme mostra a alienação do trabalho e a perversidade do sistema capitalista, pela necessidade do consumo e pelo desejo de ascender socialmente a qualquer preço.
Mestrado em Educação - Minter UNISINOS-IFPI
Há 14 anos