quinta-feira, 26 de março de 2009

Articulação Ensino Técnico ao Ensino Médio

A articulação entre o Ensino Técnico e o Ensino Médio só será possível mediante reformas no currículo em que o Ensino Médio perca o seu caráter dualista e que o ensino fundamental esteja de fato voltado para uma formação integral do educando - com preparação cultural, técnica e científica, motivação para a continuidade dos estudos e possibilidade de ascensão social. A integração do Ensino Técnico ao Médio depende ainda de professores dispostos a promover a interdisciplinaridade e capaz de promover a interação saber - saber fazer - saber ser.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Breve Retrospectiva da Educação Profissional

Desde o surgimento da Educação Profissional no Brasil em 1906 buscam-se alternativas para a formação de trabalhadores.
Inicialmente temos a clara divisão entre a formação acadêmica para a elite e a formação profissional para a classe trabalhadora.
Na década de 40 surgem as primeiras tentativas de se viabilizar o ensino superior aos que concluíam a educação profissional, contanto que provassem seus conhecimentos gerais.
Somente com a Lei 4.024/61 é que se procura uma articulação entre o ensino técnico e o ensino regular – a plena equivalência – para a continuidade dos estudos. Contudo a lei não supera a dualidade, educação para a elite e educação para a classe trabalhadora.
Novas reformas são feitas, em consonâncias com as exigências do mundo capitalista. A Lei 5.692/71 estabelece a educação profissional como única modalidade de ensino, como forma de conter a demanda por ensino superior - havia poucas vagas no ensino superior e um excedente de alunos. Entretanto, com a Lei 7.044/82, temos novamente reformas na educação com a volta das duas modalidades, sendo mantida a equivalência.
Finalmente em 1996 é promulgada a Lei 9.394/96 que buscava integrar educação geral e educação profissional. Contudo a reforma do Ensino Profissional pelo Decreto 2.208/97 desarticula essas modalidades uma vez que a formação profissional de nível básico e médio não exigia escolaridade anterior.
Este decreto é por fim revogado pelo Decreto 5.154/2004 que permite a integração entre o ensino técnico e ensino médio.

domingo, 22 de março de 2009

As mudanças no mundo do trabalho acarretadas pelas inovações tecnológicas e na organização do trabalho trouxeram o novo paradigma da qualificação e desqualificação do trabalhador. Desta maneira, a escola surge como condição para o acesso ao emprego e da mobilidade social.
Entretanto a reforma da educação profissional ocorrida em 1997 mostra-se ineficaz uma vez que reforça a dualidade entre o ensino propedêutico e o técnico; insatisfação nos alunos e professores pela baixa qualidade dos cursos e/ ou volume de disciplinas o que provocou evasão. Por fim o Decreto 2.208/97 é revogado.
Com a publicação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico o currículo passa a centrar-se nas competências profissionais: o saber aprender - a autonomia no aprender, o que transfere ao indivíduo a responsabilidade pelo seu aprendizado ou não e ainda sua empregabilidade, o saber fazer – a sua adaptação às constantes exigências do mercado, e o saber ser – suas relações sociais e autodisciplina. O empregador possui a força de trabalho, mas sujeita às necessidades do mercado.
Nesta perspectiva, o trabalho está em íntima relação com os meios sociais de produção e, por isso, subordinado a adaptação dos modelos econômicos estabelecidos pelos detentores do capital. Entretanto, contraditoriamente, os trabalhadores podem dispor desses saberes para uma formação ampla,integrada e crítica.

sexta-feira, 20 de março de 2009

As condições do Ensino Médio Noturno

A universalização do ensino fundamental - fruto das reformas educacionais dos anos 90 - com a consequente demanda pelo ensino médio, sem a ampliação correspondente em recursos a serem aplicados nesta modalidade, trouxeram como consequência um ensino realizado em condições precárias principalmente em se considerando o ensino médio noturno.
Temos então no ensino médio noturno:
· Atividades didáticas restritas às salas de aulas;
· Estratégias de “facilitação”, ou seja, redução do tempo de aula, conteúdos aligeirados;
· Docentes com condições mínimas de trabalho

É lamentável que o aluno do ensino noturno - já marginalizado por questões como evasão, repetência e sucessivas interrupções nos ciclos de estudos e em que a organização do trabalho está intimamente relacionada com a organização escolar – encontre uma escola despreparada para as especificidades deste ensino.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Quase nada sem Meryl Steep!



O filme O Diabo Veste Prada (The Devil wears Prada) é baseado em livro de mesmo nome da autora Lauren Weinsberger (2003). O filme mostra um mundo voltado para a ditadura da moda, do chefe tirano e como sobreviver nele!
Para quem conhece os bastidores do livro (a autora trabalhou como assistente-pessoal de Anna Wintour editora chefe da Vogue) o filme não passa de revanche. Quem nunca sentiu vontade, ao menos uma vez, de “detonar” um chefe mesquinho, narcisista, autoritário e que parece viver num pedestal acima de tudo e de todos?
Não por acaso Miranda Priestly (Meryl Streep) é comparada ao diabo! Ela transforma a vida de seus funcionários num verdadeiro inferno. Ninguém pode cometer erros, seus “pedidos” são absurdos, todas são anulados em sua individualidade - a chefe as chama de Emily- o mundo da moda é levado ao extremo. Diante disso alguns parecem estar prestes a passar como um rolo compressor em cima do outro para ter seu lugar ao sol - e para isso desistem de sua vida pessoal -enquanto outros ficam passivos a espera do reconhecimento- e para isso desistem de si mesmo. Cabe a cada um decidir até onde vão os seus limites.
Por outro lado - para quem é masoquista – Miranda pode ser apenas uma chefa linha dura que precisa de uma equipe dedicada e de lealdade cega para atingir seus objetivos: um belo futuro profissional mesmo que na solidão!
O filme é, em resumo, lugar comum. Pessoalmente, que sigo a linha “bossa nova”, ou seja, no stress prefiro ficar com a brilhante atuação de Meryl Steep sem levar o filme muito a sério.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O Banco Mundial e as Politicas Educacionais
O Banco Mundial e as Políticas Educacionais

Na década de 80 vamos encontrar o Brasil em severa crise econômica. O país está mergulhado na dívida externa e submisso aos planos intervencionistas impostos pelos credores externos.
O Banco Mundial, inicialmente planejado para dar suporte financeiro à economia dos países assolados pela Segunda Guerra Mundial, passa a desempenhar uma função global de auxílio econômico realizando empréstimos destinados a projetos de investimentos que eram de infra-estrutura, passam a setores como agricultura e desenvolvimento e por fim culminam na área social.
Estes empréstimos, que asseguravam a estabilidade econômica, eram condicionados a uma “assessoria técnica” e exigência de implementação de medidas estruturais.
Fazem parte das medidas para a estabilização da economia: o liberalismo econômico, o corte dos gastos sociais, a privatização, o incentivo à entrada de capital estrangeiro.
As Políticas Educacionais promovidas pelo Banco Mundial são feitas de modo a atender às necessidades de um sistema econômico neoliberal. Senão vejamos:
· As propostas são realizadas por economistas, desconsiderando a participação de pesquisadores dos países em que tais medidas serão efetivas;
· Há ênfase no nível básico, voltado principalmente para formação de mão de obra;
· A proposta baseia-se principalmente na garantia de acesso, equidade e qualidade, entretanto, não valorizam os agentes do processo como os professores, corpo discente e administrativo e não busca a melhoria no currículo;
· As melhorias conseguidas em determinada região são tomadas como parâmetro para outras regiões desconsiderando-se as diversas realidades.

Essa dependência mostra-se danosa para o desenvolvimento do país. Embora possamos dizer que esses empréstimos constituíram-se de fato em desenvolvimento econômico ainda assim continuamos o ciclo histórico de dependência.
O grande desafio constitui-se em promover um desenvolvimento autônomo sem a dependência de capital estrangeiro e sem perder a identidade nacional.



terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

EPT e Políticas Públicas

Olá ! Estou iniciando a edição do Blog